13.7.09

Grande Fórum de Ideias sobre os livros de Paulo Coelho

Paulo Coelho organiza, durante o mês de Julho, um workshop online (agora também em espanhol e português) sobre os seus livros: O Vencedor está Só, O Alquimista, Brida, O Zahir, Diário de um Mago e Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei.
Convidamos quem quiser participar a aceder ao site http://paulocoelhoblog.com/workshop/ e «conversar» com o autor e com os outros leitores.

2.7.09

Traços de Viagem a dar que «falar»

O novo livro de Manuel João Ramos, «Traços de Viagem», vai ser lançado dia 3 de Julho, assinalando a primeira obra do autor com a chancela da livraria Bertrand.
Manuel João Ramos percorreu a Tunísia, o Reino Unido, a Etiópia, o Zimbabué ou Espanha, levando sempre consigo um caderno onde registou o que de mais importante se passava à sua volta.
«Encontros com nativos, refeições inusitadas, animais invulgares, ambientes hostis, pouco lhe escapa», segundo o divulgado em comunicado.
O livro conta com ilustrações da autoria do autor.
Com 114 páginas, a obra estará disponível a partir de 3 de Julho. O preço de venda a público (PVP) é de 15 euros.
Manuel João Ramos nasceu em Lisboa em 1960. actualmente, é prodessor de antropologia no ISCTE, desde 1984. Tem viajado pela Europa e por África, como etnógrafo e desenhador. Entre outros livros, publicou «Diário de Viagem» (Assírio & Alvim, 2000).
In:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=188&id_news=396755

30.6.09

Paulo Coelho - Workshop Online O ALQUIMISTA


Durante o mês de Julho, o escritor Paulo Coelho organiza mais um workshop online.

Este workshop está aberto a todos que quiserem participar. Podem colocar as questões que considerem pertinentes. Serão respondidas pelo autor.

Não percam esta oportunidade de «falar» com Paulo Coelho sobre o seu grande livro de referência «O Alquimista».

A partir de amanhã podem começar a fazer os vossos comentários em:

http://paulocoelhoblog.com/2009/06/22/workshop-the-alchemist/

25.6.09

«Inspirações» de António Câmara

Em geral:
«O sonho comanda a vida».
António Gedeão
«É melhor excitante e errado, do que certo e aborrecido». I. J. Good
«Sucesso é ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo».
Winston Churchill
Como professor:
«O propósito da educação não é acumular factos, mas
sim descobrir uma paixão inspiradora, algo ao redor do qual possamos organizar a nossa vida».
Tom Schulmann
Como investigador:
«Não cuides de saber antes de experimentar».
Pedro Nunes
Como empreendedor:
«Os verdadeiros artistas criam produtos». Steve Jobs
Jornal de Letras

Lançamento:
8 de Julho, 18h30, Faculdade de Economia, Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

23.6.09

Hoje é dia de Surfar

«Nos meus sonhos mais delirantes, gostava de fazer surf como o caminho que João Gilberto aponta com a sua voz. Um recorte perfeito na onda, sem uma única manobra desnecessária, e uma melodia perfeita, tocada baixo, quase sussurrada, com níveis de afinação absolutos. Sei que isso nunca vai acontecer, falta-me o engenho e a
arte. Afinal, João Gilberto é o maior cantor de todos os tempos e eu limito-me a ser prova de que é verdadeira a asserção de que o melhor surfista do mundo é aquele que é mais feliz a surfar.»
Pedro Adão e Silva, in: O Sal na Terra



22.6.09

Amanhã na LX Factory




17.6.09


Um livro sobre as ondas da vida

Desengane-se quem pensa que O Sal na Terra é apenas um livro sobre surf. É muito mais do que isso. Embora todas as crónicas tenham o surf como ponto de partida, o livro de Pedro Adão e Silva é simultaneamente um livro sobre actualidade, sobre desporto, sobre política, sobre cinema, sobre livros, sobre tudo isto e ainda mais alguma coisa.

Na verdade, e apesar do essencial dos textos aqui reunidos ser precisamente uma tentativa de escrever sobre esse «prazer supremo» que é o surf, O Sal na Terra é acima de tudo um livro sobre o efeito que o surf produz.

Quem faz surf defende que a experiência das ondas não se limita ao mar, contamina toda a vida quotidiana e leva a que se passe a olhar com outros olhos para as coisas terrestres. Às vezes de forma inesperada.

«… em momentos de alguma lucidez, penso com razoabilidade que se for importante para que ele (o filho) goste de música e de livros não gostar dos discos que eu ouço ou dos livros que eu leio, tanto melhor. Mas, mesmo nesses momentos, acho que não estou disponível para que ele não venha a gostar de surf», assume o autor na página 69 do livro. «Uma intransigência que diz alguma coisa sobre mim, mas diz mais ainda sobre o surf», acrescenta.

É que, para um surfista, a ideia de um mundo perfeito confunde-se com o prazer de deslizar nas ondas, mas, também, com as coisas que lhe estão associadas: a busca e a espera por ondas, o sal frio na cara, as paredes de água que se abrem à nossa frente. O essencial destes textos é precisamente sobre essas marcas.

Sobre Pedro Adão e Silva
Pedro Adão e Silva nasceu em Lisboa, em 1974. Nos últimos tempos, tem dado aulas no ISCTE, concluiu um doutoramento em ciência política no Instituto Universitário Europeu, em Florença, mantém semanalmente uma coluna de opinião no Diário Económico, comenta a actualidade política na RTP-N e diariamente no Rádio Clube, escreve ainda sobre surf, mensalmente, na SurfPortugal. Acima de tudo, é surfista há vinte anos.
«Para que conste: O Sal na Terra não é apenas um manual para surfistas. É um dos mais belos livros da poesia portuguesa.» José Tolentino Mendonça

Chancela: Bertrand Editora
176 Páginas PVP: 17,90 €
Disponível a partir de 19 de Junho

16.6.09

O sal no corpo faz perdurar a experiência...

«Quem faz surf sabe que a experiência das ondas não se limita ao
mar, contamina toda a vida quotidiana e leva a que passemos a olhar com outros olhos para as coisas terrestres. Para além do mais, para um surfista, a ideia de um mundo perfeito confunde-se com o prazer de deslizar nas ondas, mas, também, com as coisas que lhe estão associadas: a busca e a espera por ondas, o sal frio na cara, as paredes de água que se abrem à nossa frente. O essencial destes textos é precisamente sobre essas marcas.»

O Sal na Terra


Lançamento:
23 de Junho
18h30
Livraria Ler Devagar
Lx Factory

Muito Mais Luz

«Este é o terceiro livro de mensagens do céu.
Até agora, consultavas o livro para coisas importantes,
grandes decisões, grandes dúvidas. A partir de agora, vais
consultá-lo para as tuas mais pequenas hesitações.
Quero ensinar-te a partir do teu próprio dia-a-dia, a
partir do teu quotidiano.
Não esperes.
Não ponderes.
Não deixes que o ego decida por ti.
Pergunta, deixa-me mostrar-te a Luz.
Pergunta em todas as ocasiões e, mesmo que não tenhas
dúvidas, vem ao livro só para conversares comigo, para
que possamos ter aí em baixo as conversas que ainda não
podemos ter no céu.
Faz mais perguntas. Não te envergonhes de querer saber. A sabedoria é a base da evolução.
Um dia, quando souberes isso tudo e voltares para casa,
vamos poder sentar-nos numa nuvem e falar eternamente.
E as nossas almas vão sentir-se mais unidas à força desta
nossa comunicação.»
JESUS

www.alexandrasolnado.com

15.6.09

A não perder!


8.6.09

Livros que cheiram a férias

O que é o InterRail? Como se utiliza e como se pode aproveitar ao máximo as suas vantagens? Os passes servem apenas para viagens de comboio ou também
dão descontos noutros meios de transporte complementares e em alojamentos, restaurantes, museus e monumentos?
Para além de responder a estas perguntas, este guia propõe-se a explicar como funciona o sistema ferroviário nos 30 países europeus que estão envolvidos na rede, oferecendo conselhos e dicas essenciais: passeios a não perder; formalidades a ter em conta; tipos de alojamento; gastronomia local; serviços úteis ao viajante; comunicações, saúde e segurança; e ainda indicações para viajantes com necessidades específicas.
«Adoro estações de comboio e... quanto maiores forem, melhor. Para mim, não existe local mais fascinante. Por mais que uma cidade me fascine, é sempre a estação central o local que mais me marca numa visita. Talvez por ser aquele que me recebe e o que se despede de mim; talvez pela atmosfera...» – António Pedro Nobre (http://www.apnobre.snadno.eu/).


272 Páginas
17 €




Portugal é um país repleto de encantos... e não só! O nosso país tem muito para oferecer, nomeadamente aventura, diversão, cultura, história e ciência... de tudo um pouco para os adultos, mas acima de tudo para as crianças! Vai ver como os seus filhos se divertem pelos trilhos que lhe propomos ao longo de cada um dos 18 distritos: de norte a sul de Portugal continental, quer seja na praia, no campo
ou na cidade, descubra em família monumentos, parques temáticos, jardins e actividades lúdicas ou pedagógicas. E como o entusiasmo vai ser grande, torne um simples passeio numa estadia mais prolongada – nós sugerimos-lhe alguns alojamentos.

Não desperdice o seu tempo ficando em casa. Saia e partilhe bons momentos com os seus filhos: Portugal espera por vocês!



224 Páginas
17,50 €










ONZE MINUTOS de Paulo Coelho adaptado ao cinema


O livro ONZE MINUTOS, de Paulo Coelho está a ser adaptado ao cinema pelo realizador Hay Abu-Assad e terá no seu elenco os actores Mickey Rourke e Alice Braga.


O livro foi já traduzido em 40 idiomas e teve vendas superiores a 8.000.000 em todo o mundo.


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«Ao contrário do que os meus clientes pensam, o sexo não pode ser praticado a qualquer hora. Há um relógio escondido em cada um, e para fazer amor os ponteiros das duas pessoas têm de marcar a mesma hora ao mesmo tempo. Isso não acontece todos os dias.»



5.6.09

Diário de Bordo.. nas Livrarias a 19 de Junho


SWING: DO INGLÊS, BALANÇO


Na nossa cultura, o amor e o sexo são sinónimos, ou pelo menos devem andar sempre associados. Isto não é verdade. Quando amamos e temos uma relação
estável com alguém podemos sentir desejo por outra pessoa, embora seja apenas desejo sexual, ou atracção física, como alguns gostam de lhe chamar. Na sua origem,
o ser humano é polígamo, mas o modelo que a sociedade nos impôs, muito influenciado pela cultura e moral judaico-cristã, é monogâmico. Uma imposição que hoje é norma. Mas... Os swingers não são polígamos, pois na sua essência, não se apaixonam por outras pessoas.

2.6.09

A Explicação do Portugal dos Pequeninos - Amanhã


Workshop «O Vencedor Está Só»

O escritor Paulo Coelho convida os seus leitores para um «worshop» online, a partir do seu blogue.
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Até 30 de Junho, quem quiser colocar-lhe questões, dúvidas e partilhar as suas impressões sobre o seu ultimo livro, O Vencedor Está Só, poderá fazê-lo através do seguinte endereço:
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1.6.09

Dia Mundial da Criança

A Bertrand Editora / Pergaminho assinala o
Dia Mundial da Criança com o lançamento do livro de
Isabel Leal,
Meditação para Crianças:
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28.5.09

Portugal é dos pequeninos?



«Sem pretensões de beatitude João Gonçalves pretende explicitamente "perceber porque é que somos como somos e porque é estamos como estamos."
Com «uma assinatura sempre por baixo» o autor deixa nestas crónicas uma marca de água de autenticidade e desassombro. Essas mesmas crónicas com as quais, confessa, nunca ter ganho nada. A não ser muitos admiradores e alguns inimigos.»

José Medeiros Ferreira
(co-autor do blogue Bichos-Carpinteiros)
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Lançamento: 3 de Junho, 18h30
Livraria Bertrand do Chiado
Apresentação: José Pacheco Pereira
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NAS LIVRARIAS A 5 DE JUNHO

27.5.09

Meditação para Crianças




A Meditação, proposta deste livro pode ser feita em casa, no jardim, na escola. A escola, local de crescimento e criatividade, deve enquadrar novas formas de pensar e de trabalhar. Vivemos momentos de crise mundial, diz-se. Momentos de crise tornam o homem mais sábio, mais responsável, mais criativo. A Meditação ajuda a optimizar o foco e a encontrar saídas criativas. O interior da criança é suave e original, momentos de sabedoria para quem está atento. Deixe-se contagiar.
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Cada vez mais a prática da meditação vem sendo considerada um enorme apoio quer para o desenvolvimento pessoal como para a saúde e o bem-estar. E se em outros tempos estava associada a práticas religiosas e espirituais, hoje é uma actividade recorrente no combate ao stress, na busca do auto-conhecimento e na auto-disciplina.
Com todo este potencial, a prática da Meditação Infantil, é sem dúvida nenhuma, uma mais valia. O que à partida pode parecer difícil, torna-se bem mais simples pois as crianças têm uma enorme facilidade em aprender esta prática que irá ajudar no seu desenvolvimento a vários níveis. Assim por exemplo, o desenvolvimento da função cognitiva, da criatividade, do equilíbrio emocional, da focagem da atenção, dentre muitos outros pontos, serão muito auxiliados pela prática da Meditação por crianças. O que como mãe bem posso atestar!

Heloisa Miranda

Buda CEO

“A única forma de descobrir os limites do possível é aventurando-se para além dele, para o impossível. Qualquer tecnologia suficientemente avançada
confunde-se com magia”
Arthur C. Clarke
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As empresas estão cada vez mais viradas para a espiritualidade, não só porque esta pode melhorar a produtividade dos seus empregados, mas porque são precisos novos caminhos para uma nova economia. Todos fazemos parte da geração em que o petróleo vai acabar. E estamos perante uma ocasião magnífica, talvez mesmo a última oportunidade, de voltar a dar sentido ao progresso.
A espiritualidade, reduzida à sua essência mais fundamental, significa apenas uma mudança de ponto de vista, uma consciência dos processos, enquanto observação, sem apego a qualquer um dos processos observados. Budha CEO passa em revista novas descobertas na ciência, na meditação, no coaching e explora pensamentos e tomadas de decisão ou gestão de empresas alternativas, através de entrevistas a gurus como Anthony Robbins, Malcolm Gladwell, Deepak Chopra e Amit Goswami.
Conheça as ferramentas que usam hoje as empresas do futuro para se tornarem mais inteligentes e serem capazes de inovar, e descubra como «caminhar sobre brasas» pode ajudar a ter sucesso.


Sobre a Autora:

Géraldine Correia, filha de pai franco-angolano e mãe francesa, 40 anos, é especialista em Internet, jornalista de economia e escritora. Licenciada em Comunicação Social, tem um master em Business Journalism e está a terminar uma formação em WebDesign. Publicou livros de ficção e reportagem – Nem Sempre Há Caviar e A Cabana no Fim da Praia (Editorial Notícias); Ayahuasca o Caminho da Alma (Pergaminho); Mestres da Geração Start-up e Mestres de Gestão Portugueses (Editora Centro Atlântico). Actualmente, coordena os sites de media do novo grupo angolano Medianova. Os primeiros projectos - o jornal O Pais e a revista Vida - já se encontram online (http://www.opais.co.ao/). Vive em Luanda com os seus cinco filhos.

26.5.09

«O luxo de voar»

«António Câmara, o líder da YDreams, publicou por estes dias um livro com as crónicas que nos últimos anos foi escrevendo para jornais e revistas. É uma edição da Bertrand, com o título «Voando com os Pés na Terra». É ele o entrevistado principal deste número da «human», e logo na primeira resposta que nos deu diz que se pudesse escolher preferia que o título fosse apenas «Voando». O título não seria tão bom, obviamente, mas ele explica: «Nos últimos 10 anos, em que tenho estado à frente da YDreams, percebi que é preciso ter algum realismo. Em Portugal o realismo está muito associado à ideia de ter os pés na terra, é um realismo miserabilista, e por isso sempre me irritou, e irrita. Mas é preciso uma combinação entre o voar e os pés na terra, Cheguei a esse compromisso na minha filosofia de vida. Se pudesse ter esse luxo, só voava.»
Se não concordo com a ideia de alteração no título do livro, já com a explicação não posso deixar de concordar. Eu se pudesse também só voava e talvez então nem sequer me lembrasse de que isso poderia ser um luxo. O luxo de voar. Talvez esta expressão também desse para título do livro. Porque o seu autor, mesmo com os pés na terra, mesmo assim voa. Para longe, para muito longe, como se depreende a cada momento na entrevista, cuja leitura é imperdível. Não fora essa capacidade de voar e decerto não conseguiria ver o futuro de uma forma tão clara que lhe permite comentá-lo com o à-vontade com que um historiador discorre sobre o passado. Por isso colocámos na capa desta edição, junto ao nome de António Câmara, o título «um olhar sobre o futuro».
E em relação ao futuro, não avançando muito, indo apenas até 2015, quando a «human» já tiver passado do número 80, o nosso país será «o local mais vibrante para viver, estudar e trabalhar no continente europeu». É o que António Câmara escreve no livro, na página 122. António Câmara, um «optimista incorrigível», como se classifica. Eu não me considero tão optimista, nem tão incorrigível, mas enquanto lia a entrevista senti-me tentado a acreditar que o nosso país, um dia, não sei se um dos de 2015, poderá ser mesmo o local mais vibrante da Europa. Um líder inspirador, é o que me parece ser António Câmara. Com tantos maus exemplos nos líderes de cá, este caso do autor de «Voando com os Pés na Terra» não pode deixar de ser considerado um luxo. Talvez tanto como o luxo de voar.»

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In: http://floresta-do-sul.blogspot.com/
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22.5.09

Hoje nas Livrarias

INSPIRAÇÕES

Em geral:
«O sonho comanda a vida».
António Gedeão
«É melhor excitante e errado, do que certo e aborrecido».
I. J. Good
«Sucesso é ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo».
Winston Churchill
Como professor:
«O propósito da educação não é acumular factos, mas
sim descobrir uma paixão inspiradora, algo ao redor do qual possamos organizar a nossa vida».
Tom Schulmann
Como investigador:
«Não cuides de saber antes de experimentar».
Pedro Nunes
Como empreendedor:
«Os verdadeiros artistas criam produtos».
Steve Jobs

21.5.09
















A não esquecer...

“Os Anos Sócrates – O Grande Jogo da Política Portuguesa” apresenta as crónicas “pungentes, claras, objectivas” de Fernando Sobral, que escreve sem rodeios, nem subtilezas, e sempre com uma dose elevada de franqueza.“Os Anos Sócrates” reúne as crónicas do autor publicadas no Jornal de Negócios entre Março de 2004 e Fevereiro de 2009 sobre diversos temas da nossa actualidade, mas muito em particular sobre a política nacional. Tem prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa e posfácio de Sérgio Figueiredo e Pedro Guerreiro.
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19.5.09

Livro de Relações Públicas

«A convite da Editora Bertrand (Pergaminho/Gestão Plus) estou a preparar um livro sobre Relações Públicas, cujo nome revelarei mais tarde. Muitos serão apanhados de surpresa, pois apenas um conjunto restrito de pessoas sabia. A sua publicação está prevista para depois do Verão.

Será uma abordagem actual, dinâmica e moderna, mas sobretudo uma visão pessoal sobre esta área que ganha, com todo o mérito, relevância ano após ano na vida das organizações.

Neste âmbito, gostaria de poder contar com o vosso contributo para referirem alguns case studies que considerem interessantes (nacionais ou internacionais), bem como os que são actualmente, na vossa opinião, os principais problemas do sector das RP. Depois de receber os vossos inputs, tomarei a liberdade de seleccionar alguns, que evidentemente aparecerão citados, para contemplar no livro e fazer umas breves reflexões.

Todas as opiniões serão válidas e importantes para o esclarecimento público do tema e respectiva valorização.

Fico a aguardar as vossas mensagens para o e-mail:rpovoas@guesswhatpr.com

Obrigado!

Um abraço a todos,
Renato Póvoas»
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18.5.09

«O Liberal Triste e a Tristeza Liberal»

«Acabo de ler o livro do Henrique Raposo, A caipirinha de Aron - crónicas de um liberal triste (Bertrand Editora, 2009). Já tinha escrito que considero o Henrique um dos mais talentosos ensaístas políticos da sua geração. Isso não quer dizer que concorde com tudo o que ele diz. Por exemplo, não o sigo, a não ser a título meramente académico ou semântico, quando define o actual regime como uma democracia liberal. Nem sequer tenho a certeza que isto seja uma democracia, quanto mais liberal. Todavia, percebo-o quando se insurge contra a complacência com que a nossa sociedade aceita a falta da liberdade e a sacrifica com mais ligeireza do que a quaisquer outros valores. E também percebo que a sua geração - a que já nasceu com este regime ligeiro e com propensão para badalhoco como ele bem aponta na primeira e na segunda partes do livro - sinta isso mais do que qualquer outra e que, para além da independência intelectual, precise, como pão para a boca, da independência material. Quase fiquei comovido com a sua preocupação com as rendas de casa. O Henrique é um filho não pródigo da propriedade horizontal, o sonho de qualquer pequeno burguês dos anos setenta que, muito legitimamente, não entende por que é que não se há-de andar de casa em casa, a preços módicos mensais, com vista para o Tejo. Tal como, em matéria internacional, se considera um pós-europeu, isto é, alguém que recusa a centralidade da Europa na chamada "cena política internacional". A última parte do livro é consagrada àquilo que apelida de "declínio político da Europa" e a "decadência intelectual dos europeus". Não cometo a injustiça de pensar que, algures, o Henrique se inspirou naquela patusca teoria da "velha Europa" defendida na corte desse extraordinário intelectual norte-americano que é George W. Bush. Uma vez mais, a geração. Não me esqueço do "testamento" de Mitterrand - Da Alemanha, da França -, na prática, um testamento traído pelos homens vulgares que tomaram conta da Europa no final dos anos 90 e que nunca mais a largaram. Por mais voltas que se dê - e nós podemos estar bem quietinhos dada a nossa irremediável periferia, apesar do famigerado Tratado de Lisboa - a Europa "é" a França e a Alemanha e o que elas quiserem que a Europa seja. Ou então não é. E não é seguramente a Ucrânia, a Turquia ou a Albânia. Finalmente, como o Henrique, também sou "americanista". Como ele, tenho muitas vezes "vontade de pegar no barco de borracha e remar até Nova Iorque." E, provavelmente ao invés dele, vontade de não voltar. Jefferson, porém, nem sempre esteve errado. «Ten days before Jefferson died, he wrote some notes for the approaching fiftieth anniversary of his Declaration of Independence. "May it be to the world what I believe it will be... the signal of arousing men to burst the chains under which monkish ignorance and superstition had persuaded them to bind themselves, and to assume the blessings and security of self-government... The general spread of the light of science has already laid open to every view the palpable truth that the mass of mankind has not been born with saddles on their backs, nor a favored few booted and spurred, ready to ride them legitimately, by the grace of God (...) On July 4, 1826, Jefferson died. For posterity he wanted to be known as the author "of the Declaration of American Independence, the statute of Virginia for religious freedom, and father of the University of Virginia." A few hours later, the dying John Adams said, "Thomas Jefferson still lives." But Jefferson had already departed. John Adams had his epitaph ready; it was to the point: "Here lies John Adams, who took upon himself the responsability of the peace with France in the year 1800."» Gore Vidal escreveu isto no seu Inventing a Nation, de 2003. Na realidade, o que nós todos queremos dizer é que temos várias pátrias. Os EUA são apenas uma delas. Tal como a Europa - também a francesa, de Aron, ou a alemã que nos ajudam quotidianamente, na feliz formulação de Nietzsche, a incomodar a estupidez - o é.»
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João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
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«A Caipirinha de Aron» na TimeOut

«Imaginem um João Carlos Espada sem fato nem gravata, que se está nas tintas para as maravilhas da gentlemanship e, sobretudo, com sentido de humor. OK, não é tarefa fácil. Mas quem conseguir esse prodigioso feito terá como prenda um retrato aproximado de Henrique Raposo, sem dúvida o mais interessante cronista político a chegar aos jornais nos últimos anos.
A Capirinha de Aron – o estranho título pretende traduzir a luta constante entre a frieza do pensamento analítico (a parte do Aron) e o gosto por uma prosa criativa e tropical (a parte da caipirinha) – reúne textos publicados no Expresso em 2008, mas também crónicas um pouco mais antigas da revista Atlântico e do blogue Acidental, onde Henrique Raposo começou a dar nas vistas.
Curiosamente, o que em certos colunistas é um defeito – a obsessão por certas temáticas, como por exemplo Vasco Graça Moura a escrever 639 vezes sobre o acordo ortográfico –, no caso de Raposo funciona como um trunfo, que dá a este livro uma inesperada unidade, tendo em conta que reúne quase 80 textos diferentes. O autor tem alguns mantras que repete incessantemente: a falta de amor dos portugueses por um pensamento institucional, que ultrapasse a mera trica política; o excesso de amor pelo porreirismo (“Mantorras e Sócrates na terra do inho” é, nesse aspecto, um texto notável); a existência de democracia mas a falta de um verdadeiro estado de Direito, tal como de uma Direita autêntica. Só que, se são mantras, são óptimas mantras – e sempre expostos de forma clara e original. Não se pode pedir a quem escreve num jornal mais do que isto: lucidez pessimista, escrita com a dose certa de ironia.»
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João Miguel Tavares
terça-feira, 12 de Maio de 2009

15.5.09

“A tecnocracia não tem ideologia”

Livro da Semana
Fernando Sobral acaba de publicar em livro as crónicas que escreveu para o Jornal de Negócios, entre 2004 e 2009, sobre Os Anos Sócrates. Sob esse título, e a pretexto do percurso do primeiro-ministro, é de política portuguesa que fala e escreve.
"Este livro acompanha a ascensão de Sócrates no PS e a sua aproximação ao poder, mas, sobretudo, sintetiza um jogo de xadrez que há na política portuguesa e que faz com que os peões acabem por se tornar reis e rainhas. O livro representa o grande jogo de interesses que ultrapassam muitas vezes as próprias personagens. Centra-se em Sócrates porque é ele o centro de todas as tensões políticas nacionais dos últimos quatro anos", explica.
No prefácio, Marcelo Rebelo de Sousa pergunta-se se é possível guardar impressão positiva destes quatro anos de Sócrates no Governo. "Não me parece. Sócrates surge num momento de profundo desencanto: Durão Barroso foge para Bruxelas. Santana Lopes faz, em oito meses, os piores malabarismos políticos de sempre. A Casa Pia dinamita a liderança de Ferro Rodrigues. E é neste cenário que surge Sócrates, um tecnocrata puro à frente de um aparelho de Estado que tem o único objectivo de tomar e exercer o Poder. Acontece que a tecnocracia não tem ideologia", responde o jornalista e escritor.
Fernando Sobral estudava Direito quando o Jornalismo lhe trocou as voltas. Começou pela Música e a Literatura até chegar à Política e à Economia, onde se mantém no
Jornal de Negócios, Correio da Manhã e Sábado. Autor dos romances Na Pista da Dança e O Navio do Ópio, prepara o terceiro.
"A crónica é um desafio, mas a ficção é extraordinária. O meu próximo livro é um policial e explora o que cada vez me interessa mais: uma ficção labiríntica", diz.

PESSOAL
UMA MÚSICA
"A música de referência não será uma, mas duas: ‘Love Will Tear Us Apart’ (Joy Division) e ‘This Charming Man’ (The Smiths). São músicas que me marcaram e que ainda hoje me emocionam."
UM LIVRO
"O
Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley é extraordinário e cada vez mais actual, mas James Graham Ballard e Joseph Conrad têm os livros mais geniais e estão entre os meus escritores preferidos."
UM FILME
"Um filme que é, para mim, absolutamente marcante é o ‘Blade Runner’ (1982), de Ridley Scott, com Harrison Ford, aliás, baseado no texto de um outro grande escritor: Philip K. Dick."
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Dina Gusmão

11.5.09

«VOANDO COM OS PÉS NA TERRA»

*
«Sempre sonhei. Sempre ouvi a frase fatal: tem os pés na terra!
Mas com os pés na terra, não se voa. Sempre sonhei voar.
Como professor universitário foi o que fiz. O meu grupo criou aliás
uma tecnologia precursora da que hoje permite os voos virtuais sobre
a Terra (via Google Earth ou Microsoft Virtual Earth).
Quando com os meus co-fundadores criámos a YDreams, percebi
que era essencial combinar o «voo do sonho» com os pés na terra.»
*
António Câmara
*

8.5.09


Sobre «A Caipirinha de Aron»

A Caipirinha de Aron
Tal como a famosa bebida brasileira, ‘A Cairipinha de Aron’ é uma obra refrescante. Nela, há rasgos de humor, análises rigorosas e uma dissecação permanente e vital da actualidade.

Investigador do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, Henrique Raposo, o autor, é conhecido sobretudo pelas suas crónicas semanais no jornal ‘Expresso’, onde num estilo ora leve ora mais seco, mas sempre inconfundível, tem depurado os factos do país e do mundo.

Mantorras e Sócrates na Terra do “Inho”, Porreirismo em Pequim, Capitalismo Chico-Esperto, E se Obama Fosse Português?, Lisboa é um Penico, A (Verdadeira) Geração Rasca, O Bordel Partidário e Anjos, Arguidos e os McCann são apenas algumas das crónicas de leitura incontornável (ainda que o prazer ultrapasse largamente a obrigação cultural).


In: http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=178&id=13639&idSeccao=1808&Action=noticia

NÃO ESQUECER!!!!


A CAIPIRINHA, O HENRIQUE RAPOSO, O PEDRO MEXIA E O RUI RAMOS
ESTÃO HOJE
NA FEIRA DO LIVRO,
AUDITÓRIO,
ÀS 18h00.

7.5.09

«Os Anos Sócrates: viagem pelos últimos anos da política nacional», Fernando Sobral (184 páginas/ PVP: 16,95 €): Pungentes, claras, objectivas. São assim as crónicas de Fernando Sobral. Não há rodeios nem subtilezas, as ideias são expressas abertamente e sempre com uma dose elevada de franqueza. Não há condescendência nem falsos moralismos, antes análises rigorosas e bem-humoradas.
«(Portugal) Continua a ser uma espécie de Nuno Gomes: quando pode marcar um golo, atira-se para o chão. À espera que um penalty o salve. Tem medo de tomar decisões» (Fernando Sobral)
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6.5.09

Na Gestão Plus em Maio, a não perder!

As empresas estão cada vez mais viradas para a espiritualidade, não só porque esta pode melhorar a produtividade dos seus empregados, mas porque são precisos novos caminhos para uma nova economia. Todos fazemos parte de uma geração em que os recursos naturais, nomeadamente o petróleo, estão a entrar na sua fase de esgotamento. Por isso, encontramo-nos numa excelente ocasião – talvez seja mesmo a nossa última oportunidade – de voltar a dar sentido ao progresso.
A espiritualidade, reduzida à sua essência mais fundamental, significa apenas uma mudança do ponto de vista, uma consciência dos processos, enquanto observação, sem apego a qualquer um dos processos observados. Buda CEO passa em revista algumas das novas descobertas na ciência, na meditação, no coaching e explora pensamentos e tomadas de decisão ou gestão de empresas alternativas, através de entrevistas a gurus como Anthony Robbins, Malcolm Gladwell, Deepak Chopra e Amit Goswami.
Conheça as ferramentas que usam hoje as empresas do futuro para se tornarem mais inteligentes e serem capazes de inovar, e descubra como «caminhar sobre brasas» pode ajudar a ter sucesso.

5.5.09

Novidade Bertrand do início de Maio



Do Prefácio:

«Tudo escrito da forma mais difícil: a crónica breve.
Dizem-me décadas de imprensa que o mais complexo é o vazar muitas ideias em poucas palavras.
O melhor que conheci nessa arte foi Vasco Pulido Valente em O País das Maravilhas.

Aliás, quase a par de António Barreto, também no Expresso — anos 80, um e outro batendo Vergílio Ferreira, que, a contragosto,
ensaiou a experiência por sugestão minha, por curto tempo.
Fernando Sobral recupera esse desafio da crónica sucinta, o que acentua a vivacidade da sua opinião.
Em suma, um livro a comprar, ler e guardar. Pelo conteúdo e pela forma. E, claro, pela matéria versada.»

Marcelo Rebelo de Sousa

4.5.09

Os «ensaios faliciosos» segundo Henrique Raposo

«Sem medo da polémica, Henrique Raposo, investigador e colunista do Expresso, aponta cinco "ensaios falaciosos" publicados emPortugal.
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A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos, Karl Popper.
Editorial Fragmentos.
Este livro revela que Popper é medíocre como pensador político. A ideia de que Platão foi o primeiro colectivista totalitário é simplesmente disparatada.
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A Raiva e o Orgulho, Oriana Fallaci.
Difel.
É o exemplo máximo da histeria anti-islâmica. Fallaci respondeu à diabolização do Ocidente – feita pelos islamistas – comuma diabolização do Islão.
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A Marioneta e o Anão –O Cristianismo entre Perversão e Subversão, Slavoj Zizek.
Relógio d’Água.
Já tínhamos stand-up comedy. Agora temos stand-up philosophy. E Zizek é o bobo-mor desta corte pós-moderna. Neste circo opinativo semcritérios, a obscuridade cómica de Zizek é transformada emsofisticação intelectual. Em A Marioneta e o Anão – uma suposta reflexão sobre o cristianismo – vemos Zizek a brincar comovos Kinder. Mais: Zizek "analisa" os ovos Kinder através de citações dispersas de Hegel, Lacan, Marx, entre outros. Tudo se resume a um name-dropping sem sentido, que acaba por ser uma manifestação de humor involuntário. Ou talvez não. O raciocínio de Zizek é tão mau que, num acto de piedade, podemos considerar o seguinte: os textos de Zizek são propositadamente maus; porventura, Zizek está mesmo a fazer humor de forma consciente.
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Orientalismo, Edward Said.
Cotovia
Orientalismo codificou o "politicamente correcto" (a alcunha da esquerda desde os anos 70). Resumindo, Said afirmou que o "ocidental" não pode criticar o "outro", porque qualquer crítica ocidental estará sempre contaminada pelas relações de poder (Ocidente forte versus "Outro" fraco). Aquilo que escapou a Said é o seguinte: a verdade não depende do poder. Aliás, o pensamento livre depende da separação entre as variáveis verdade e poder. Ao fundir as duas, Said inventou a Nova Esquerda,mas tambéminventou uma falácia epistemológica. Uma cultura fraca pode não ter razão perante uma cultura forte, isto é, o poder estrutural de X não determina a legitimidade moral de X.

Um só Mundo – A Ética da Globalização, Peter Singer.
Gradiva
Peter Singer defende uma ética para uma comunidade mundial. Ora, na realidade internacional,
não existe essa comunidade mundial de indivíduos sonhada por Singer. Mas a realidade nunca interessou a idealistas como Singer. Se temos a virtude do nosso lado, por que razão devemos
perder tempo comos factos?»
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In: Revista Ler, Maio 2009
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29.4.09

28.4.09

«Do Ensaio Político»

«Não sou dado a elogios fáceis. Todavia, considero o Henrique Raposo um dos mais talentosos ensaístas políticos da sua geração, aquela que veio depois da queda do famoso "fascismo" cujo contrário - o "anti-fascismo" - tantas péssimas cabeças e tanto escriba oportunista e nulo produziu. Ele é um liberal e, seguramente, em algumas coisas o meu céptico liberalismo coincidirá com o dele. Noutras, decididamente não, dada a minha propensão dita mais "maurassiana" (não fui eu que inventei isto, pois não Constança Cunha e Sá?). Lerei certamente com prazer o livro da foto, já nas bancas. Espero que ele mo ofereça no Descubra as Diferenças onde estaremos juntos esta semana.»
João Gonçalves
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27.4.09

III Desafio aos Escritores

O III Desafio aos Escritores, do Núcleo de Literatura do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, oferece 30 vagas a cronistas.
Qualquer autor pode concorrer, independentemente da nacionalidade, desde que participe com textos em língua portuguesa. As inscrições estarão abertas de 23 a 30 de Abril.

Brasília – O Núcleo de Literatura do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados oferece 30 vagas para cronistas que aceitem o desafio de produzir um texto em crônica por semana a ser entregue, impreterivelmente, até às 23h59 minutos das terças-feiras, sempre a partir de tema proposto nas quintas-feiras anteriores.
Na primeira semana, o júri dará nota aos primeiros trabalhos; na segunda semana, essa nota será somada aos novos trabalhos e de 2 a 4 concorrentes (dependendo do número de inscrições) serão eliminados. Daí por diante, a cada semana, 4, 3 ou 2 concorrentes serão eliminados, até que restem apenas 3 concorrentes, que se enfrentarão em uma final de duas etapas.
A cada semana, o escritor poderá atender ao desafio necessariamente no gênero crônica, sendo considerado nulo o trabalho apresentado em outra gênero, mas, em razão da nem sempre exata fronteira que se observa algumas vezes entre crônica e conto, caberá ao júri decidir sobre a validade de cada trabalho, sendo sua decisão irrecorrível.
Todos os trabalhos serão, oportunamente, publicados em livro com edição virtual (e quase certamente também impressa) em site próprio do concurso, já aberto no UOL, com o nome Literatura de Câmara, já aberto à visitação pela internet, onde se podem ler todos os trabalhos e críticas do júri dos desafios anteriores.
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«A Caipirinha de Aron»

Compreende-se, caro leitor, que o regime português lhe dê sono. Faça isto: aqueça o motor com esta selecção de crónicas de Henrique Raposo, veja Portugal, um Retrato Social, de António Barreto, e se ainda se sentir com forças remate ao ângulo com O Dever da Verdade, do inefável Medina Carreira. Uma tarde basta e ficará mais desperto do que se bebesse Red Bull nos intervalos de uma sessão de waterboarding.
Na verdade, os dois livros e o documentário complementam-se: Raposo aponta para as raízes do fracasso da III República, radicadas na Constituição em vigor; Barreto fotocopia a sociedade fragmentada; e Medina Carreira arrasa o leitor com os números da desgraça colectiva. Apesar de os medicamentos receitados pelos três serem distintos, os autores diagnosticam o mesmo: uma maleita grave, terminal.
Alguém disse há tempos que a culpa do estado a que Portugal chegou está... nos portugueses. Será assim, em parte, num país de «gajos porreiros» onde violações crassas do Estado de Direito não merecem o tratamento noticioso e a indignação pública que seriam expectáveis. Pior: a pouca indignação é pessoalista, esquece as falhas constitucionais em que se baseia a corrupção do sistema.
Mas o regime encontra-se encalhado, dependente das decisões das elites. Ora estas, que polvilham os restantes órgãos de soberania e outros (Tribunal Constitucional, Tribunal de Contas, Autoridade da Concorrência, ERC, etc.), têm tudo menos interesse em amputar-se e refundar a ordem constitucional, para seu inevitável prejuízo. E assim o polvo continua a engordar.
Dominados pelas corporações, os sectores governativos da educação, da Justiça e da segurança, sobretudo, dificilmente são reformados porque há «direitos adquiridos» invioláveis (alguém espera de um governante que encurte as regalias a cerca de 40 por cento dos seus potenciais eleitores?). Se seria masoquista encetar mudanças profundas na esfera pública, resta entreter o povo violando a esfera privada.
E enquanto estamos inebriados neste doce limbo, com produtividade latino-americana e consumo europeu, nada melhor do que discutir a importância de Obama para o futuro nacional, bem como o seu carinho especial pela Europa. É para rir, claro, ver um Presidente que por cá seria dado como de direita ser tão aplaudido pela esquerda anti-capitalista. A mesma esquerda que, tão ciosa da igualdade e tão crítica da «exploração capitalista», não reconhece que é a economia de mercado a base da melhoria de vida asiática. «O capitalismo manda beijinhos de Pequim e Nova Deli», escreve Raposo, algures nas duas horas em que se traga a caipirinha que nos serve.

Rui Passos Rocha

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23.4.09

DIA MUNDIAL DO LIVRO


22.4.09

Vai uma CAIPIRINHA na 6ª feira?


É já esta sexta-feira que o livro de Henrique Raposo vai cair nas livrarias.
O dia da semana ideal para partilharmos uma caipirinha... por apenas 15,90€
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20.4.09

«Salazar II»


No livro recém-publicado Salazar, o maçon, de Costa Pimenta, afirma o autor que o antigo presidente do Conselho de Ministros teria pertencido à Ordem Maçónica. Para isso se baseia numa série de premissas de que retira conclusões tidas como irrefutáveis.Muito se tem escrito nos últimos anos sobre Salazar, desde a biografia que lhe consagrou Franco Nogueira até a obras de veracidade discutível, algumas fruto de imaginações delirantes. Não se esperava, porém, que alguém viesse sustentar que Salazar fora maçon. Embora sempre rodeado de maçons, como o Marechal Carmona ou o conselheiro Albino dos Reis, para citar apenas um presidente da República e um presidente da Assembleia Nacional, a política de Salazar sempre pareceu contrária à Maçonaria, nomeadamente a partir da célebre lei das Associações Secretas, de 1935, cujo projecto se deveu ao deputado José Cabral.O livro de Costa Pimenta é, antes de tudo, um manual de introdução à Maçonaria (à Maçonaria Simbólica e à Maçonaria dos Altos Graus), transcrevendo largas passagens dos rituais adoptados em Portugal ou no estrangeiro, e acrescentando em apêndice o "Cobridor Geral dos XXXIII Graus". De todas estas transcrições e de algumas afirmações de Salazar extrai Costa Pimenta a conclusão de que Salazar era Maçon. Mais escreve o autor, na Conclusão da obra: "Por outro lado, se Salazar era maçon, então os seus escritos dizem muito mais do que aparentam dizer. Na verdade, os maçons escrevem da seguinte maneira: [C]om um «positivo» de leitura directa e acessível aos profanos e um «negativo», apenas decifrável por um restrito universo de iniciados. Por conseguinte, os escritos de Salazar serão uma mina de informações, embora só ao alcance de um número restrito de pessoas. Realmente, usando o idioma maçónico, Salazar diz, por exemplo, de Portugal, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e do Cardeal Cerejeira coisas verdadeiramente surpreendentes." É pena que Costa Pimenta nada nos diga sobre essas coisas, que ele provavelmente sabe, já que tão bem utiliza a linguagem maçónica na sua obra. A menos que reserve tão extraordinárias revelações para um próximo livro. Anunciado como "um documento histórico único", apresentando "factos inéditos" e revelando "todas as provas ocultas", o livro apenas demonstra o elevado grau de conhecimentos maçónicos do seu autor, sendo substantivamente inconclusivo quanto à alegada filiação maçónica de Salazar. Ainda que num ou noutro ponto se verifique, realmente, uma identificação da linguagem de Salazar com os princípios da Maçonaria.O que a História até hoje registou (publicamente) foi que Salazar sempre se comportou como um adversário daquela Augusta Ordem. Para que a História possa ser revista são necessárias provas inequívocas que não as conclusões extraídas por Costa Pimenta.Até lá...que seja trabalhada a pedra bruta.
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16.4.09

Excelente leitura de «Salazar o Maçon»

Uma leitura de "Salazar o maçon"

Para um leigo, ou profano na designação maçónica, o livro do Juiz José Costa Pimenta conceituado jurista com vasta bibliografia na área do Direito, é uma descoberta interessantíssima. Lê-lo é ficar a conhecer mais da doutrina da Maçonaria, seja a da Regular como a da Irregular, que vem até nós ao longo de séculos.
O tema do livro, porque é António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros durante quase toda a II República, ou Estado Novo, tem feito tremer as paredes do Templo e as muralhas atrás das quais se refugiam os seus últimos seguidores, passados que foram 39 anos da sua morte. Para os maçons e para os salazaristas este livro é provocatório e incomodativo. Põe em causa princípios e valores, atinge homens que, ao lado de Salazar, também ele um “traidor”, aparentemente traíram a sua obediência, atinge a figura do ditador que, aparentemente, teria traído todos os seus ultra – conservadores seguidores e aliados monárquicos, republicanos e tutti quanti.
O método de prova para a identificação de Salazar com a Maçonaria – para além da verificação de que muito cedo deixou de frequentar os sacramentos da Igreja Católica em que foi educado, certamente porque aderira à "religião natural", (curiosa a explicação dada pela governanta D. Maria a uma afilhada, de que o Papa o teria dispensado de se confessar e comungar…) – é o de tomar palavras –chave da doutrina maçónica e de as “encontrar” nos escritos de Salazar, principalmente nos seus discursos. A verdade é que, usadas exactamente na mesma acepção, elas parecem revelar uma filiação na doutrina da Maçonaria. Si non è vero…
Lendo este livro, eu que não sou maçon nem muito menos salazarista, não fico perturbado. Ao contrário, fico a perceber melhor o pensamento político do autocrata de Santa Comba Dão, muitas das suas acções, muito das suas ambiguidades, das suas simpatias e antipatias políticas.E, no fundo, apesar dos atropelos à doutrina e prática maçónicas, Salazar até, ao construir um regime à sua exacta medida e das suas ambições de poder pessoal, inscreveu na Constituição de 1933 as liberdades formais (que depois suspendeu com outras normas) e o Estado Novo era uma democracia, embora orgânica…
Afirma-se por aí que foi iniciado na Loja Revolta nº 336, em Coimbra, em 1914, proposto pelo seu amigo maçon, Bissaya Barreto. E que escolheu o nome de código de Pombal. Afirma-se, também, que teria dito que gostaria de ser primeiro –ministro de um rei absoluto. Tal como o marquês de Pombal que, sendo maçon, não deixou de ser um déspota "iluminado".
Sabido que a Maçonaria está onde está o poder, porque não acreditar que Salazar foi maçon? Eu, que sou profano, fiquei a acreditar.

14.4.09

... um saborzinho a caipirinha...


«Escrevo sentado numa mesa daquele barraco inqualificável onde,
certo dia, Raymond Aron teve a coragem de beber uma caipirinha
com Nelson Rodrigues. Ali estavam, a secura e a vibração, lado
a lado, bebendo um copo. A conversa entre os dois não correu
bem. Consta que Aron não gostava de caipirinhas. E Nelson, ao
sair, disparou várias vezes um aforismo que só ele tinha permissão
para disparar: «todo o “franciú” é meio besta». A conversa, apesar
de falhada, ficou-me. Ficou-me a latejar. É certo que só ouvi ruídos,
e uns ecos, mas desde então tenho sido um Janus esquizofrénico.
Escrevo com duas caras: uma apontada aos ecos do anjo pornográfico,
a outra vidrada no ruído do Tocqueville que tramou Sartre.»
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13.4.09

A caipirinha já dá que pensar

Para se ser amigo de alguém, é preciso admirá-lo. É o que me acontece com o Henrique Raposo, o meu amigo liberal triste. Alguns dos textos deste "a caipirinha de Aron" - um grande título de um grande autor - foram escritos para a revista Atlântico. Estou com imensa curiosidade de os reler.
O Henrique ainda vai mais longe.


Paulo Pinto Mascarenhas
In: http://abcdoppm.blogs.sapo.pt/133943.html
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9.4.09

Ei-lo!








«Há aqui estilo como o estilo deve ser: resultado de trabalho, e não de pose. Há aqui ideias como as ideias têm de ser: produto de estudo e reflexão, e não de preconceitos. Sobre o regime em que vivemos ou sobre o mundo em que habitamos, não temos muita gente a escrever de uma maneira tão elegante e tão profunda como Henrique Raposo.»


Rui Ramos

7.4.09

Uma aposta da Bertrand... A FIXAR!



Próxima novidade
da não-ficção
nacional da Bertrand
...

Quem é ele?

6.4.09

«O Estado Novo é o auge do Estado Maçónico»

Costa Pimenta publica tese em que estudante Salazar troca a Igreja Católica pela Maçonaria

ELMANO MADAIL, MADAIL@JN.PT

Magistrado e investigador da Universidade de Lisboa, Costa Pimenta defende, aos 53 anos, que António Oliveira Salazar era membro da Maçonaria, tal como quase todas as figuras de relevo do Estado Novo. Para isso, analisou vasta documentação, recorrendo à prova pericial ou científica, para produzir um livro que coloca em questão muitos dos mitos criados em torno da figura de Salazar.
A Maçonaria integra muitas teorias da conspiração. Como poderia definir-se tal organização? Quais os seus propósitos, e quando é que se instalou em Portugal?
Vale a pena citar um eminente historiador português e poderoso maçon, o Prof. Oliveira Marques: "A Maçonaria de qualquer país acha-se organizada como um Estado dentro do Estado. Tem a sua Constituição, a sua lei penal, o seu código de costumes, as suas finanças, a sua lei internacional até". Note-se que nada disto se situa no domínio das teorias da conspiração; na verdade, a Maçonaria faz parte da estrutura interna dos Estados modernos. Especificamente quanto a Portugal, escreve o mesmo Oliveira Marques: "Estudar a Maçonaria do nosso país é o mesmo que estudar a História de Portugal, pelo menos a partir de 1817". Muitos países foram, aliás, fundados por maçons. O caso mais flagrante é o dos EUA.
Há várias noções de "Maçonaria", sendo aquela que eu forneço no livro a seguinte: "A Maçonaria é um sistema militar universal de ensino e de governo do Homem pelo Homem, que tem por base a doutrina de Deus, Pátria e Família". Quanto aos propósitos da Maçonaria, o preâmbulo da Constituição de Berlim, que institui a Alta Maçonaria ou Maçonaria dos Altos Graus, afirma que esta "sociedade tem por objecto a união, a felicidade, o progresso e o bem-estar da família humana". Em Portugal, são conhecidas agremiações maçónicas desde finais do século XVIII, mas há quem afirme convictamente que o próprio país foi fundado pela Maçonaria, sendo o rei D. Afonso Henriques maçon templário.
A mitologia nacional inscreve Salazar como devoto a Deus e à Igreja Católica, tendo por amigo íntimo o cardeal Cerejeira. Ora, a dupla pertença - à Igreja e à Maçonaria - não é uma impossibilidade?
Não. A História regista casos de dupla pertença. Pelo que se tem observado, até se pode ser cardeal ou papa e maçon - o papa Pio IX era católico e maçon. Cá em Portugal, o cardeal Saraiva era católico e maçon - até chegou a Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano. Actualmente, no Brasil, há sacerdotes católicos que, ao mesmo tempo, são maçons e até veneráveis (presidentes) de lojas maçónicas.
Admitindo que Salazar tenha sido maçon, quando é que ocorreu esse afastamento e porquê? Como é que Salazar poderia ter integrado uma organização que acolheu dos mais fervorosos republicanos e ferozes opositores ao Estado Novo?
Esse afastamento de Salazar relativamente a "Roma" deu-se em 1914, tinha ele 25 anos. Desde então Salazar jamais se confessou ou comungou. Salazar tornou-se maçon cerca de 20 antes do advento do Estado Novo, com cuja existência então ninguém sonhava. O Estado Novo, corporativo, é o Estado maçónico no seu auge. Todos os presidentes da República, todos os presidentes da Assembleia Nacional, todos os comandantes militares, todos os procuradores-gerais da República, todos os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, todos os presidentes do Supremo Tribunal Administrativos, todos os presidentes do Tribunal da Relação, todos os governadores civis, todos os directores das polícias, todos os directores da RTP eram maçons. A História não regista a prisão de nenhum opositor do Estado Novo por ser maçon. Claro que havia opositores de Salazar que eram maçons, sendo o mais conhecido o General Humberto Delgado. Mas isso não tem nada de extraordinário, pois dentro das lojas maçónicas não há sempre unanimidade.
Quando é que Salazar aderiu à maçonaria e a que Loja? Quem é que o convidou - visto tratar-se de uma organização secreta em que se ingressa apenas por convite?
Há provas circunstanciais, mas não decisivas, do seguinte: Salazar foi iniciado maçon na Loja Revolta n.º 336, em Coimbra, em 1914, no fim do seu curso de Direito, tendo adoptado o nome simbólico de Pombal. A Loja Revolta, onde se iniciaria também, por exemplo, Vitorino Nemésio, fora fundada por Bissaya Barreto, em 1909, e foi a convite dele que Salazar lá foi iniciado. Sem qualquer surpresa, a Loja maçónica Revolta jamais "abateu colunas" (nunca fechou), tendo continuado a sua actividade, serena e ininterruptamente, sem inquietação alguma, durante todo o período da Ditadura e do Estado Novo até hoje. Não parece que Salazar tenha sido iniciado na loja maçónica, composta por professores da Faculdade de Direito de Coimbra e que, desde 1850, governa aquela instituição.
Sustenta a tese de que Salazar era maçon na exegése dos discursos de Salazar e comparando-os com a literatura maçónica, entre outra documentação. Todavia, não será um exercício demasiado especulativo e assente em provas circunstanciais, inferências e deduções?
Em primeiro lugar, a tese de que Salazar era maçon não é a descoberta da pólvora. Já em 2006 Brasilino Godinho tinha colocado a questão "Salazar era maçon?". É-me indiferente que Salazar seja ou não maçon. Comentários, críticas e sugestões à tese sustentada no livro são bem-vindos e aguardo mesmo se estabeleça um amplo contraditório. Não sou dono da verdade. Porém as provas a favor da tese de que Salazar era, de facto, são muito fortes. Na verdade, há vários tipos de prova admitidos nos tribunais: prova por declarações do próprio - que pode ser uma confissão -, prova testemunhal, prova por acareação, prova por reconhecimento, prova por reconstituição do facto, prova pericial e prova documental. Naturalmente, qualquer meio de prova é falível. Por exemplo, a prova documental está sujeita à alegação de que os documentos são falsos. Ora o livro recorre à prova pericial ou científica, a mais segura de todas. Mas não se trata de prova circunstancial ou indirecta. Não. É prova lógico-científica directa, com recurso a maquinaria pesada.
Tanto a Maçonaria, como a Igreja e Salazar suscitam paixões intensas. Qual foi o intuito de publicar tese tão icononoclasta, que questiona muitas das certezas inculcadas no imaginário nacional?
O livro não pretende interferir no direito de pessoas e de organizações se constituírem admiradores ou detractores de Salazar e da sua obra. É apenas um trabalho académico. Verdadeiramente, a tese defendida em Salazar, o Maçon é a da necessidade de cada um pensar pela própria cabeça e de não dar por definitivamente verdadeiras determinadas afirmações só porque são repetidas vezes sem conta ou só em virtude da pessoa que as faz. Circulam muitas inverdades ditas por professores, cientistas, magistrados e outros. O livro destina-se a chamar a atenção para a necessidade de se fazer um teste ao que nos é dito, porque pode não ser verdade.
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Salazar e a Maçonaria

«Apareceu na passada semana na revista Visão uma reportagem/notícia, que também pode ser visto num blog da Bertrand (a editora do livro), sobre um livro intitulado Salazar, o Maçon. A tese defendida no livro, como o título do mesmo indica, é que Salazar era Maçon.
Estou curioso com o livro e tenho a intenção de o adquirir, já que estou extremamente curioso de saber como defende o livro esta tese num tempo e com um chefe de estado (supostamente Maçon) que permite isto:
"Lei n.º 1901, de 21 de Maio de 1935. Todos os funcionários públicos eram obrigados a assinar uma declaração rejeitando a Maçonaria e garantindo não serem membros dela, antes de poderem tomar posse nos seus cargos. A sede do Grande Oriente Lusitano (o Grémio Lusitano), foi confiscada e encerrada sendo entregue à Legião Portuguesa que nela instalou a sua sede." in: Wikipedia

In: http://lojadeideias.blogspot.com/2009/03/salazar-e-maconaria.html
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Sobre os nossos autores na blogosfera

João Gonçalves é a alma do blogue Portugal dos Pequeninos (portugaldospequeninos.blogspot.com), no topo dos mais visitados e citados pelos seus pares. Entrou “nisto” em Junho de 2003, a título de mera curiosidade, depois de se ter apercebido da existência do Abrupto. Só mais tarde verificou que já navegavam verdadeiras “esquadras” blogosféricas como, por exemplo, A Coluna Infame (“falecida” em 2003). Gonçalves prefere “a iconoclastia solitária” e admite que a blogosfera tenha alguma influência “silenciosa”. “Tem-na certamente na ajuda a compor a ‘agenda’ dos media tradicionais, mas nada que se compare aos países onde ela é uma referência. Aqui, tudo é muito pequenino. Até os blogues. Todavia, pressente-se que há alguma atenção dirigida à blogosfera. De tal forma que o próprio poder se socorre dela, por interpostos "anónimos" com ou sem nome, para os devidos efeitos (ou contra-efeitos)”, diz. Para Gonçalves, o blogue é um instrumento de liberdade para “tentar perceber” e não exactamente um “diário” onde se alivia ou pratica “teorias da conspiração”. Quanto ao estatuto dos bloggers, “basta ler os jornais e uma ou outra televisão para constatar a transposição de bloggers para a vida pública embora a inversa seja mais vulgar”.
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31.3.09

Autores da Bertrand sempre na crista da onda

«YDreams apresenta Realidade Aumentada no MIPTV de CannesA YDreams apresentou hoje alguns dos seus desenvolvimentos tecnológicos na edição deste ano da maior feira mundial dedicada à indústria de conteúdos para televisão e entretenimento, o MIPTV, que decorre em Cannes e teve início segunda-feira.
A empresa portuguesa foi convidada, sobretudo, devido ao seu trabalho no campo da Realidade Aumentada.
Esta tecnologia desenvolvida pela Ydreams trabalha com o tratamento de imagens reais, em tempo real, as quais são processadas para incluir dados ou elementos digitais, tais como uma personagem digital, informação ou até mesmo pintar a própria realidade com outras cores.
"A Realidade Aumentada é basicamente a tecnologia que permite a super imposição de elementos virtuais em cima de imagens reais, de preferência capturadas em tempo real", explicou Edmundo Nobre, director da área de Educação e Cultura da Ydreams.»

In: http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?id_news=114637
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«Salazar, o Maçon» dos mais falados na blogosfera

«Salazar, o Maçon» vai chegar às livrarias Bertrand no próximo dia 3 de Abril, mas já é um dos livros mais falados na blogosfera. José da Costa Pimenta revelou, na obra, um dos segredos mais bem guardados da vida do ditador português.
O magistrado e autor do livro não tem dúvidas sobre a adesão de Salazar à Maçonaria. Segundo ele, o facto de o chefe de Estado ter renunciado a algumas práticas do Catolicismo, como a comunhão e a confissão, revela bem mais do que um afastamento da Igreja Católica.
Aos 25 anos, Salazar deixou de se confessar e de comungar e, alguns anos mais tarde, já no poder, os seus «Discursos» mostram que rejeita os dogmas da Santíssima Trindade e da Divindade de Jesus. Estas são apenas duas das «provas» apontadas por Costa Pimenta para a adesão à «religião natural».
Segundo o autor, Salazar não só abandonou o Catolicismo como se tornou crente, sacerdote e pregador da sua nova religião, que é também «um sistema universal de ensino e de governo». Para ele, é clara a ligação pessoal do chefe do Estado Novo a qualquer das fraternidades do compasso e do esquadro.

In: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=380554
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27.3.09

Urge alterar esta tendência

«MORTE DO ENSAIO,
por Pedro Bernardo (*)
No suplemento «Actual» da edição do Expresso que faz o balanço literário de 2008 (27/12/08), António Guerreiro volta a referir o panorama desolador, segundo ele, da publicação do ensaio de ciências sociais e humanas. Há uns meses, no seu blogue, Francisco José Viegas perguntava a Eduardo Pitta se este, no balanço que fizera, não encontrara em 2008 livros de ciência e/ou ensaios dignos de nota. Tudo isto para referir aquilo que alguns vêem como a lenta morte do ensaio no panorama editorial português.
É certo que o primado do mercado e, por extensão, da ficção e de outro tipo de obras mais vendáveis veio colocar (ainda) mais dificuldades às editoras que publicam este género. É certo, também, que a imprensa escrita dedica cada vez menos espaço à crítica literária do género, preferindo fazer a recensão do último e mais obscuro romance inglês, a falar num ensaio. É certo, ainda, que a concorrência draconiana no retalho – seja nas grandes cadeias ou em pequenas livrarias – obriga à exposição de títulos de maior rotação e mais potencial de venda.
Mas conviria tentar perceber as razões mais fundas do declínio de um género que, não estando tão moribundo como se apregoa, já conheceu realmente melhores dias.
A infantilização do ensino não ajudou. A leitura como momento lúdico pode ter as suas vantagens e servir para entreter, mas ler também é um acto que exige determinação, vontade, por vezes esforço. A democratização do ensino superior, por seu lado, não foi acompanhada do grau de exigência necessário (por muitas razões que não vêm agora ao caso) e os conhecimentos de um recém-licenciado em termos de cultural geral, de «mundo literário» – à falta de melhor tradução para well read – e de capacidade de interpretação e análise de um texto deixam muito a desejar (haverá excepções, como é óbvio, e felizmente). Assim, embora haja mais títulos publicados e mais leitores, estes, por várias razões, estão menos receptivos ao ensaio ou à poesia.
Por tudo isto – pela pouca exigência do ensino, pela simplificação dos programas, pelos baixos índices de leitura em bibliotecas, pela pouca visibilidade das obras de ensaio, pelo preço deste tipo de livro (com que o editor se tenta acautelar de um previsível fracasso), pelos hábitos de leitura que vão mudando – o panorama não é animador. Mas também não é apocalíptico: continua a haver projectos editoriais que vão contrariando a tendência, razão por que o desabafo de António Guerreiro me parece excessivo. Mas é um sinal de alerta. E, mais importante, cumpre também ao público rebelar-se e dar um sinal de exigência; o rigor e a qualidade na edição também se fazem de leitores exigentes.
Por dever de ofício, acompanhei o debate suscitado pelo texto de Hugo Xavier, debate esse que me merece alguns comentários. A tradução em Portugal é mal paga, como a generalidade das outras profissões o é (o vencimento médio no país ronda os 800 euros), e não por um qualquer motivo mefistofélico do editor para explorar o tradutor e aumentar escandalosamente as margens do negócio (a crer em alguns discursos, a edição seria um «El Dorado»…, ou a exploração de um proletariado, os tradutores descamisados, por um bando de nababos capitalistas, os editores). A verdade é que a economia do sector não permite pagar muito mais sem fazer perigar a actividade. É lícito e salutar que um tradutor queira ser bem remunerado; mas essa é a aspiração de qualquer trabalhador. Também os revisores, os assistentes editoriais, os designers gráficos, os paginadores e os editores se julgam mal pagos; mas os seus vencimentos espelham a realidade económica da actividade e do país. Do desejável ao possível vai por vezes uma grande diferença.»


(*) Pedro Bernardo, licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa, é director editorial de Edições 70, tendo ainda a seu cargo a produção da mesma editora, onde desempenha funções desde 2000. No seu percurso profissional foi, também, tradutor e revisor.


In:http://blogtailors.blogspot.com/2009/03/opiniao-morte-do-ensaio-por-pedro.html

É urgente alterar a tendência para a morte do ensaio em Portugal.
Parabéns às Edições 70 que têm lutado contra essa maré.
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Prémio nacional de ensaio literário Eduardo Prado Coelho

«O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, vai anunciar hoje, às 10.00, a criação do Prémio Nacional de Ensaio Literário Eduardo Prado Coelho, durante a abertura de um colóquio, na Biblioteca Camilo Castelo Branco, sobre o professor e ensaísta Prado Coelho, falecido em 2007, com 63 anos.
Fruto de uma parceria estabelecida com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), o prémio, segundo a Lusa, terá o valor de 7500 euros e deverá ser atribuído anualmente a partir de 2010. Em homenagem a Prado Coelho, cujo espólio bibliográfico - 10 700 livros e cerca de 1800 periódicos - foi doado àquele município.
Com participação dos professores universitários Sérgio Guimarães Sousa, Maria Emília Pereira e Eunice Cabral, de José Manuel Mendes (presidente da APE), e dos professores e poetas Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral, o colóquio evocará "O Homem e as Palavras", assinalando o aniversário de nascimento (29 Março 1944).
Ao DN, Fernando Pinto do Amaral, amigo desde a década de 1980 daquele "homem da escrita", vai falar "sobre a pessoa e a obra".
Definindo Eduardo Prado Coelho como "um homem culto que conhecia as coisas de que falava", Pinto do Amaral lembrará os inúmeros textos sobre cinema, literatura, filosofia ou política (nomeadamente no jornal Público, a partir de 1990), e a sua "atitude muito aberta e curiosa até ao fim da vida". »

In: http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1183113&seccao=Livros

24.3.09

A «rebentar» nas Livrarias

Índice

INTRODUÇÃO
Capítulo I – O que é ser maçon
Capítulo II – Como se reconhece um maçon
Capítulo III - A fatalidade de Salazar ser maçon
Capítulo IV - O culto
Capítulo V - Roma
Capítulo VI - Deus
Capítulo VII - O Cristo Rei
Capítulo VIII – As luzes
Capítulo IX - O caos
Capítulo X - As paixões
Capítulo XI - A fé
Capítulo XII - A chamada à ordem
Capítulo XIII - A fraternidade universal
Conclusão
Apêndice - O Cobridor Geral dos XXXIII Graus

19.3.09

Espaço opinião

Salazar era maçon?

«O livro ainda não foi lançado, mas já promete grande polémica pela controversa tese que defende. Da autoria de José da Costa Pimenta, ele próprio controverso juiz, e com o título bem assertivo de Salazar, o maçon, o livro sustenta a tese de que Salazar foi maçon. Embora não tenha reunido provas concretas, Costa Pimenta alicerça a sua tese no facto de Salazar usar muitas fórmulas maçónicas nos seus discursos, bem como o facto ( este indubitável) de ter deixado de praticar os sacramentos da comunhão e da confissão ainda relativamente novo, e ainda a longa presidência de um maçon- Óscar Carmona, Presidente da República de 1928 a 1951. Estará nas livrarias nos primeiros dias de Abril.»

Luís Barata
In:
http://prosimetron.blogspot.com/2009/03/salazar-era-macon.html

18.3.09

Lançamento hoje - 18h00 - Bertrand - Avenida de Roma


ÍNDICE



PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
1. (R)EVOLUÇÃO COMERCIAL
2. LOCALIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL
Centro comercial, centro da cidade ou interior?
3. CARACTERÍSTICAS EXTERNAS DO PONTO DE VENDA
Estacionamento
Sinalização do estabelecimento comercial
Identidade do estabelecimento comercial
Visibilidade da fachada
Conservação do edifício e limpeza exterior
Comodidade no acesso à entrada do ponto de venda
Decoração da montra
4. CARACTERÍSTICAS INTERNAS DO PONTO DE VENDA
Características do ambiente
Envolvência olfactiva
Ambiente sonoro – música
Iluminação
Decoração e cores
Limpeza do espaço
Produtos
Racionalização da carteira de produtos das empresas
Visibilidade e apresentação dos produtos
Novidades
Marcas
Ruptura dos produtos
Preços – decisão estratégica
Métodos de venda – Vantagens e inconvenientes
Horário de funcionamento – Preferência dos consumidores
5. O EMPREENDEDOR – LÍDER DA MUDANÇA
Motivar os colaboradores
Formação dos colaboradores
6. INOVAÇÃO EM VALOR
7. O SERVIÇO NA SATISFAÇÃO DO CLIENTE
Serviços ao consumidor
Factores que influenciam a qualidade do serviço
Entregas ao domicílio
Tratamento de reclamações e aceitação de devoluções
Cartão-cliente
8. A EFICÁCIA DA COMUNICAÇÃO
Publicidade no ponto de venda
Actividades promocionais
Meios publicitários
Buzz marketing
9. ULTRAPASSE AS EXPECTATIVAS! FIDELIZE
Marketing relacional
O consumidor e a importância do valor
10. OS CLIENTES E A SELECÇÃO DO PONTO DE VENDA
11. NOVAS TENDÊNCIAS DE CONSUMO
Envelhecimento da população
Migrações internacionais
A incorporação da mulher no mundo laboral
O valor do tempo
Alteração do conceito de família tradicional
Melhoria dos níveis de formação e informação
Maior consciência com a saúde e o meio ambiente
12. SENSAÇÕES NO PONTO DE VENDA
A empresa na sociedade dos sonhos
O consumidor na sociedade dos sonhos
13. TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO
Internacionalização
Concentração
14. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Algumas sugestões às empresas
Domínio pelos custos
Diferenciação
Associativismo
Profissionalização da gestão
Especialização
Algumas sugestões às entidades locais
BIBLIOGRAFIA